sábado, 23 de novembro de 2013

EU ESCOLHI VIVER OS MEUS PRÓPRIOS VALORES

Existe um momento temporal no curso da vida humana no qual precisamos decidir entre construir um conjunto de valores próprios ou assumir os valores culturais impostos pelos vários segmentos sociais.

A grande questão é definir o que é essencial para uma vida feliz, plena de prazeres e realizações. Consequentemente, distinguir o que agrega valor e o que se opõe à escolha feita.

Eu escolhi viver os meus próprios valores.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

IMAGENS DE ILUSÕES

As pessoas se colocam ou colocam suas empresas num patamar de eficácia, conhecimento, preparo e pró-atividade, como nos ensinam os manuais do Hemisfério Norte; fatos que ensejam cuidados e desconfianças dos mais experientes e sábios executivos ou empresários.
Ser o que se é e adaptar-se ao que o tempo exigir ser, mas em toda a modesta existência, nunca acomodar-se com os conhecimentos e informações já obtidos. A vida precisa ser uma eterna busca por conhecimentos valorosos, não para fazer-se espetáculos pirotécnicos diante dos mercados, mas para o próprio aperfeiçoamento dos instintos mais fundamentais  enquanto ente humano; capaz de trabalhar para a melhoria da sociedade e do planeta, habitat do ente humano, numa visão de mundo verdadeiramente globalizado.

CONSCIÊNCIA E CORAGEM CIDADÃ

Cabe a cada cidadão zelar pelo seu direito. Enquanto não houver consciência e coragem para o exercício da cidadania, seremos um rebanho nas mãos de governos e mercados, no mais puro pensamento nietzschiano.

ALIENAÇÃO POLÍTICA

Acordemos para as consequências da alienação política. Nossos representantes não são cobrados em nada, governam com carta em branco. A política não é um tema agradável, não é divertido, não relaxa e não é o ideal da maioria do povo. Mas é pela política que nossas vidas são ordenadas em sociedade.

O CICLO PROFISSIONAL

O ciclo profissional é o resultado da desgraça da razão, causada pelo pragmatismo do neoliberalismo, ou então, é a desgraçada ação dos interesses político-econômicos de grupos adversos. Em ambos os casos os profissionais atingidos precisarão de ajuda psicológica e os mercados de novos economistas paranoicos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O RETORNO A ESCRAVIDÃO HUMANA

As pessoas ainda não acordaram para a realidade da multidisciplinaridade nas atividades profissionais, bem como a academia, que mantém cursos cada vez mais focados em formar profissionais para os respectivos mercados de trabalho. Vivemos uma transição entre o modelo neoliberal e uma nova onda econômica que vai se definir naturalmente, muito embora alguns já pensem nome e sobrenome para a noviça economia global.


Os pesquisadores acadêmicos discursam sem platéia, já superaram a multidisciplinaridade e a semiótica é a grande mediadora do conhecimento humano. É a ciência da linguagem valendo-se do exercício da observação e da especulação. Já se discute a Interdisciplinaridade: “cada ciência, mantendo-se em sua área de conhecimento, comunicam-se com outras ciências intercambiando novos conhecimentos a cada ciência”; e a Transdisciplinaridade: “é um ato mais de aventura da pessoa quando estimulada. Não conhece barreiras, busca conhecimento em todas as ciências sem limites, métodos, campos e objetivos”. A transdisciplinaridade “tem haver com filósofos sem fronteiras”. (Regina Toledo Damião - Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie).


Os mercados temem pelo conhecimento humano dos chamados funcionários, herança do Fordismo? Pode ser, mas as corporações não passam de uma figura jurídica de direito; no mundo real, toda economia orbita em torno das relações humanas e do poder concentrado dos dirigentes. Com certeza, nenhum executivo quer ser vítima de alpinistas funcionais, por isso, ter um empregado com conhecimento interdisciplinar é perigoso, preferível contratar um consultor externo.


Abaixo, reproduzo três máximas do Antonio Carlos Magalhães (ACM), apenas para reavivar na mente alguns compromissos do poder.


“A arte da política consiste em saber dar a cada um o que ele espera de você. Alguns querem proteção, um emprego, por exemplo. Outros querem dinheiro. Há um terceiro tipo, que busca poder, o prestígio, até mesmo um carinho. Se você confundir as demandas, oferecer dinheiro a quem quer carinho ou poder a quem quer um emprego, arrumará um inimigo”.

“Fale bem dos amigos todos os dias; fale mal dos inimigos pelo menos duas vezes por dia”.

“É legítimo bater sempre nos adversários, para que não venham a crescer e maltratar seus aliados. Nunca reclame dos golpes recebidos; prepare o troco. Vale a máxima: a vingança é um prato que se come frio”.




Enquanto os mercados alinharem hierarquicamente os seus recursos humanos, como no modelo atual, os escravos, prisioneiros do pouco saber, especialistas em alguma tarefa, sempre terão espaço em tribuna de honra.


Abraços,

Wagner Winter

domingo, 15 de janeiro de 2012

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS, FICÇÃO OU REALIDADE? – LINKEDIN DISCUÇÃO INICIADA POR KELLY PARALO: 15/01/2012


João • Kelly,
Costumo chamar o processo de avaliação de desempenho como ADMINISTRAÇÃO DE DESEMPENHO, isso porque na cabeça de muitos gestores, avaliação de desempenho é um documento a ser entregue para Recursos Humanos.
Venho trabalhando com Administração de Desempenho com base em Competências nas últimas 3 empresas por que passei e posso lhe assegurar que inicialmente é bastante trabalhoso e gera muitas controvérsias até que todos os envolvidos entendam que o processo deve estar alinhado a Missão, Visão, Valores e
Estratégia da Empresa e não meramente de Recursos Humanos. Entender como desenvolver: Conhecimento, Habilidade e Atitudes podem contribuir com o resultado da Empresa e com o desenvolvimento dos colaboradores e fator fundamental para que programas baseados em competências tenha sucesso. Uma vez internalizado isso, avaliar, recrutar e desenvolver por competências fica muito mais fácil.


Kelly Palaro • João, obrigada!
São estas informações que busco com este tema, isto é, como funciona na prática, como é implementado este modelo? Gosto muito do tema e receio que muitos profissionais e empresas dizem praticar o modelo; mas desconhecem suas ferramentas e métricas. Aprecio muito o livro: Modelo de competências e Gestão dos Talentos de Maria Rita Gramigna.


Sérgio • Oi Kelly,
Esta é uma realidade que veio para ficar.
Falamos em "complice", "guideline" e mais normas e mais procedimentos a serem cumpridos pelos funcionários.
As empresas buscam nas auditorias e consultorias externas, ferramentas para a avaliação e o controle de seus gestores.
Temos o MBO - Management by objectives como um bom exemplo, que fazemos para nossos funcionários, mas também é aplicado a nós mesmos.
Quem ainda não fez com certeza fará em breve com o seu chefe.
A grande realidade que fica, todos somos um número a ser avaliado, se positivo continuamos dentro e se for negativo, nem sempre um por argumento nos mantém sentados em nossos postos de trabalho.
Somente um bom talento não é o suficiente e garantia de emprego.
Vemos e temos bons exemplos onde foram mal entrepretados e mal aproveitados e consequentemente dispensados por não atingirem metas.
Assunto apaixonante e que merece longas discussões acaloradas.
Abraços,


Kelly Palaro • Pois é Sérgio, você tocou no "calcanhar de Aquiles" deste modelo.
Por ter paixão pelo tema, busco informações através de livros, entrevistas, web, etc; e o Modelo de Competências e Gestão de Talentos tem com objetivo principal mapear de forma ética as competências, potenciais e gaps de um colaborador. Muitas vezes com a leitura deste mapa é diagnosticado a possibilidade deste colaborador atuar em outra área da empresa, aonde entregará melhores resultados; ou ainda um promoção, já que seu potencial para lidar com determinadas questões supera as expectativas, antes não observadas ou bem interpretadas. No caso de gaps, seu superior imediato, deverá informar e orientar ao colaborador como agir para desenvolver determinada competência para atender as expectativas da cia. E este processo é de total responsabilidade do superior imediato. Porém o que vemos é exatamente a questão que colocou, a utilização deste modelo para justificar desligamentos, baixa performance de colaboradores, etc... quando sabemos que a gestão destes talentos é ponto "chave" da questão.


Wagner Winter • Kelly, boa tarde.

Sou um grande incentivador na formação de times, tanto para trabalhos, quanto para lazer. A questão é que quando formamos um time para lazer, buscamos pessoas comprometidas com a coletividade, que se divertem com coisas em comum, mas, de modo geral, sempre somos obrigados a respeitar as individualidades para não corremos o risco de não termos ninguém para formar o time. Usando o seu próprio texto: "o Modelo de Competências e Gestão de Talentos tem com objetivo principal mapear de forma ética as competências, potenciais e gaps de um colaborador. Muitas vezes com a leitura deste mapa é diagnosticado a possibilidade deste colaborador atuar em outra área da empresa, aonde entregará melhores resultados [...]". Essa é a razão pela qual, um time de lazer, pode juntar pessoas tão diferentes: contadores de anedotas, eruditos, níveis socioeconômicos diferentes e por aí vai, cada qual participando com as suas melhores competências sem a necessidade de um gestor.

Me parece que as empresas, que nem existem no mundo real, são ficções jurídicas e, desta forma, podemos falar, as pessoas reunidas sob uma ficção jurídica, à qual, atribuem um imenso valor, acabam dogmatizando coisas boas e as mais imbecis possíveis. Por exemplo: chefe, gerente e presidente não são competências. São cargos transitórios de confiança de alguém, ou uma imposição representativa do capital societário. Contudo, exercem autoridade de mando e autoridade, muitas vezes autoritarismo.

Veja que interessante, só por pensar assim, se estivesse procurando um emprego, já estaria fora do mercado, pois, em outras palavras, arrumei um grande problema para o RH de qualquer empresa.

Uma única vez testemunhei um médio empresário sair de cena e entregar a totalidade da gestão de pessoas para um médico psiquiatra. Após um profundo estudo sobre cada pessoa que ocupava função de liderança, mesmo sem cargo, o médico fez a mais radical mudança que já presenciei, salvo melhor juízo, o diretor geral foi parar como chefe de almoxarifado e responsável pelo atendimento aos fornecedores. Não sei se todos viveram felizes para sempre, mas, resolvido as questões salariais, ninguém perdeu nada, a indústria ganhou tal sinergia que, sem outro investimento, subiu em 40% o seu faturamento bruto.

A gestão de pessoas é uma realidade universal. Talvez fosse necessário que as pessoas se tornassem descrentes das instituições jurídicas, dessas ficções que os juristas tanto se orgulham, mas que nada representam no mundo real, palpável, racional. Quando deixarmos de olhar as logomarcas e as titulações escritas em documentos "legais" e passarmos a enxergar que só existem pessoas no mercado de trabalho, sem dúvida, o mundo vais melhorar muito, o trabalho poderá ser visto como um prazer, uma complementação necessária a nossa integralidade como seres humanos.

Abraços,

Wagner Winter

sábado, 2 de julho de 2011

SOB A PROTEÇÃO DA ÉTICA DO ESTADO


Aprendi, refletindo sobre as questões da Filosofia e do Direito, que o Estado é o principal usurpador dos direitos dos cidadãos, por isso, nossa Constituição possui farta quantidade de normas que visam proteger o cidadão do Estado. Pena que o Poder Judiciário seja apartado dos cidadãos – do povo.

Para mudar o Brasil é preciso mudar o brasileiro e isso, começa com cada um de nós – ética é um processo crítico da razão, só se confunde com a moral no momento da execução dos atos. É a diferença entre o bom e o bem.

AFINAL, O QUE É ÉTICA?


Afinal, o que é ética? É um conjunto de valores morais? É um fenômeno cognitivo ligado aos processos educacionais? É um fenômeno religioso? A ética é um instrumento de repressão ou de libertação do ser?

Vejo boas pessoas em grande quantidade e bons profissionais, mas não vejo muitos seres humanos, cuja principal característica é manter seu espírito livre. Não existe liberdade sem processo cognitivo e não existe adequado processo cognitivo sem informações, sem o saber.

A HUNANIMIDADE DO MODELO ÉTICO

Outro dia abri uma discussão sobre o que seria a ética, procurando aprofundar o assunto às bases da formação cognitiva do ser humano. Embora o grupo fosse rotulado de ética profissional, não houve participantes debatedores. Imagino que o assunto esteja esgotado para o grupo. Em um segundo grupo com o mesmo rótulo e objetivo um executivo postou: “A Ética não depende do conhecimento e muito menos do nível cultural das pessoas! Ela deve estar presente em todos(as) e em qualquer nível”. Li o texto de 5 pessoas postaram: “gostei” e 10 pessoas postaram comentários, inclusive eu, naturalmente assumindo uma postura contraditória. Entre os comentários postados, prevaleceu o seguinte: “Ética é simplesmente compaixão”.

A DESMISTIFICAÇÃO DOS MERCADOS


O capital e o trabalho são valores humanos para o bem comum da sociedade. Como um valor benéfico da coletividade, é natural que todos sejam beneficiados na proporção das competências e dos riscos assumidos. Contudo, não é humano venerar o trabalho ou gerar uma necessidade de possuir capital, a tal ponto, que a humanidade, ao invés de se servir dos valores, passe a servi-los como escravos devotos. Para acumular mais e mais capitais, alguns não hesitam em desmerecer o trabalho alheio, não pagando a justa remuneração; desempregam pessoas como quem descarta peças sucateadas; destroem o planeta com um fanatismo fundamentalista pelo progresso dos métodos de gerar mais riqueza. Cegos! Não percebem que o planeta é a maior riqueza que o ser humano desfruta.

Humanos doentes! Adoradores do que eles mesmos criaram; submissos a valores que eles mesmos atribuíram. Quando irão perceber que a vida não pode ser valorada por títulos de investimento. Não criamos deuses e muito menos demônios, criamos transações para garantir o atendimento de nossas necessidades normais e as chamamos de “trabalhos e remunerações”, “investimentos e rentabilidades”. O que disso passar é doença ou parvoíce.

OS DEUSES E OS DEMÔNIOS DOS MERCADOS

A história da humanidade registra uma permanente devoção a deuses e um pavor dos demônios, ambos criados por um exercício dialético ligados ao medo do ignorado, do desconhecido. Na medida em que a humanidade evolui, as religiões se estruturam e nasce um complexo sistema de raciocínio metafísico. Os deuses e demônios de outrora, parecem ter desaparecido da racionalidade humana. Parvoíce! Eles sempre existirão, fazem parte do inconsciente coletivo dos seres de espíritos aprisionados; ao longo dos séculos, foram chamados de muitos nomes e recentemente de capital. Marx pensou poder ter resolvido o problema com teorias de igualdade e partição igualitária do trabalho e do capital. Marx confiou demais nas possibilidades do Estado e dos seus agentes e antes mesmo do socialismo comunista acabar, já era enorme a quantidade de miseráveis e milionários na antiga potência mundial. O sonho capitalista evoluiu durante os últimos séculos. Novas roupagens, novos conceitos, democracia, igualdade de competição. Mas o deus pagão continua sendo cultuado e as “bênçãos” chegaram ao ponto da globalização dos mercados e dos capitais. Capital é o nome do deus e ausência de capital, o nome do demônio.