sábado, 2 de julho de 2011

OS DEUSES E OS DEMÔNIOS DOS MERCADOS

A história da humanidade registra uma permanente devoção a deuses e um pavor dos demônios, ambos criados por um exercício dialético ligados ao medo do ignorado, do desconhecido. Na medida em que a humanidade evolui, as religiões se estruturam e nasce um complexo sistema de raciocínio metafísico. Os deuses e demônios de outrora, parecem ter desaparecido da racionalidade humana. Parvoíce! Eles sempre existirão, fazem parte do inconsciente coletivo dos seres de espíritos aprisionados; ao longo dos séculos, foram chamados de muitos nomes e recentemente de capital. Marx pensou poder ter resolvido o problema com teorias de igualdade e partição igualitária do trabalho e do capital. Marx confiou demais nas possibilidades do Estado e dos seus agentes e antes mesmo do socialismo comunista acabar, já era enorme a quantidade de miseráveis e milionários na antiga potência mundial. O sonho capitalista evoluiu durante os últimos séculos. Novas roupagens, novos conceitos, democracia, igualdade de competição. Mas o deus pagão continua sendo cultuado e as “bênçãos” chegaram ao ponto da globalização dos mercados e dos capitais. Capital é o nome do deus e ausência de capital, o nome do demônio.

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