O capital e o trabalho são valores humanos para o bem comum da sociedade. Como um valor benéfico da coletividade, é natural que todos sejam beneficiados na proporção das competências e dos riscos assumidos. Contudo, não é humano venerar o trabalho ou gerar uma necessidade de possuir capital, a tal ponto, que a humanidade, ao invés de se servir dos valores, passe a servi-los como escravos devotos. Para acumular mais e mais capitais, alguns não hesitam em desmerecer o trabalho alheio, não pagando a justa remuneração; desempregam pessoas como quem descarta peças sucateadas; destroem o planeta com um fanatismo fundamentalista pelo progresso dos métodos de gerar mais riqueza. Cegos! Não percebem que o planeta é a maior riqueza que o ser humano desfruta.
Humanos doentes! Adoradores do que eles mesmos criaram; submissos a valores que eles mesmos atribuíram. Quando irão perceber que a vida não pode ser valorada por títulos de investimento. Não criamos deuses e muito menos demônios, criamos transações para garantir o atendimento de nossas necessidades normais e as chamamos de “trabalhos e remunerações”, “investimentos e rentabilidades”. O que disso passar é doença ou parvoíce.