segunda-feira, 23 de maio de 2011

O CAPITALISMO, SOCIALISMO E O LIBERALISMO


Não parece lógico crer que o neoliberalismo seja um modelo universal de proposta econômica, como também o neo-socialismo, ainda entranhado de dogmas do antigo comunismo soviético.

Nenhum modelo macroeconômico conhecido mostrou-se eficaz na formação de um Estado promotor e sustentador de todos os princípios, direitos e garantias fundamentais aceitos pela sociedade atual. Até porque a moderna Ciência Econômica lida com um Estado abstrato, mas ele é uma instituição superior, dirigida por alguém, proveniente de algum tipo de pacto social e político. O capitalismo em qualquer de suas vertentes é incapaz, sozinho, de promover desenvolvimento social aos proletários e inclusão social aos miseráveis. Isto simplesmente porque não é o escopo deste modo de produção. A competitividade, aparentemente um conceito justo, só é salutar quando há efetiva igualdade entre os competidores. Por outro lado, o socialismo não consegue obter fontes de financiamento sustentável em ambiente democrático, faltando-lhe o pragmatismo jurídico-econômico necessário para deixar de ser uma ideologia utópica.

UMA VISÃO DO PRINCÍPIO

Vivemos no Ocidente onde é predominante a confessionalidade cristã. É interessante que em todas as religiões cristãs a bíblia é aceita como livro sagrado e dogmaticamente inquestionável. Na economia divina, registra o Livro do Genesis, o Deus criador planta um jardim para morada do seres humanos e, somente após concluir o jardim cria o ser humano. Mas no entendimento da economia humana, seja de mercado ou não, os jardins se opõem ao desenvolvimento econômico e, por isso, são destruídos pelo extrativismo, pela criação de pastos ou pela poluição. Tal contradição deixa claro que o cristianismo não preza os mesmos valores de sua divindade, em Deus, o criador e em Cristo, o incondicional amor a Deus e ao semelhante.

domingo, 22 de maio de 2011

POR QUE FALAR EM TEOLOGIA E FILOSOFIA?

Creia, é para ser pragmático.

A história da religião se confunde com a história da humanidade e influencia a filosofia até nossos dias. Não se pode negar que todo o pensamento humano contém influências religiosas e filosóficas, não importando o nível de consciência dos indivíduos. As práticas dos mercados são determinadas pelas práticas das empresas que compõem cada segmento e, estas, pelos seus acionistas e agentes. Por tanto, no início dos processos empresariais temos os seres humanos com todas as influências, culturalmente, recebidas. Na prática, quem não pode influenciar as decisões corporativas, a elas se submete, ainda que seja uma negação de sua essência de ser, daquilo que aprendeu como certo e errado.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FERRAMENTAS FUNDAMENTAIS DOS MERCADOS

TEOLOGIA E FILOSOFIA – FUNDAMENTOS DO PENSAR HUMANO

A teologia é uma ciência da área de humanas que se propõe a estudar as relações entre os seres humanos e as divindades. O pragmatismo atual tenta separar as ciências humanas da fé e proclamar a teologia como uma inutilidade. Os pragmáticos apedeutas desconhecem que entre a teologia e a religião existe um abismo intransponível. Digno de registro é que a religião sempre esteve no cerne das sociedades em toda a história da humanidade, o que implica em sua influência em todo o processo cognitivo, em todas as manifestações de cultura, em toda a estrutura do pensamento humano. Se entendermos que os seres humanos são religiosos em sua essência existencial, então vamos valorizar a ciência que se dedica a estudar, especificamente, as relações divino-humanas.

Se a teologia é uma ferramenta para pensar criticamente a fé, a filosofia é a mais poderosa ferramenta para conhecer e pensar criticamente todas as manifestações da razão humana, bem como, suas ações; é por isso que ela se faz a mãe de todas as ciências. Ela estimula o pensamento, ordena-os logicamente, distingue valores, revela possibilidades, denuncia a verdadeira intenção dos fatos, ações e palavras. É impossível entender o mundo, as relações humanas em toda a sua plenitude sem o saber filosófico.

Há quem diga que a filosofia é muito complicada, teórica, pouco eficaz para as ações do dia a dia, é uma ciência perfunctória. São os pragmáticos apedeutas, ou então, gente muito sábia, que conhece o quão precioso é a prevalência do senso comum em uma sociedade de consumo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ÉTICA E MERCADOS

Cabe destacar as diferenças dialéticas entre o bem e o bom. Se os mercados não premeditam o mal, então deveriam premeditar o bem. Só que o bem não está em acordo com a ética dos movimentos, das normas da vontade humana, que é o pilar do liberalismo econômico. Por isso, os mercados só se preocupam com o bom: o bom investimento, o bom resultado, o bom desempenho, o bom salário, ainda que pelo caminho, indigentemente, possam gerar o mau. O bem é piegas, é confundido com caridade, com religião, já o bom é a autoafirmação de todos os valores cartesianamente catalogados como desejáveis.

domingo, 15 de maio de 2011

UMA NOVA LINGUAGEM PARA OS MERCADOS

Há cerca de quatro séculos o mundo vive o mal da mercadolatria compulsiva. Não imagino os motivos pelos quais os mercadólogos ainda não aderiram à linguagem dos aforismos para tecerem suas teses de inovações e regramentos comportamentais diante dos, sempre, novos desafios dos mercados.

Diante do mundo de informações existentes, a leitura precisa ser seletiva, por tanto, densa e rápida, para que se possam conhecer todos os assuntos que atualizam o saber humano necessário para as ações do dia a dia. Não entendo esses mercadólogos, será que não existem enólogos entre eles?